Na Nigéria, eleitores são mortos na fila para votar; 23 pessoas teriam sido decapitadas
Fila de votação em Kano, na Nigéria, neste sábado. REUTERS/Goran Tomasevic As eleições presidencial e parlamentar da Nigéria, ...
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Na eleição deste sábado, 56 milhões de eleitores nigerianos puderam escolher entre 14 candidatos a presidente, entre eles o atual líder Goodluck Jonathan e o seu principal opositor, Muhammadu Buhari. Pela manhã, os problemas se restringiam às urnas eletrônicas, que apresentaram problemas em diversas cidades – inclusive onde votou o presidente. O sistema com identificação biométrica apresentou tantas falhas que o governo decidiu estender a votação por mais 24 horas, neste domingo, em algumas cidades.
Ao longo do dia, as ameaças feitas pelo líder do grupo terrorista islâmico Boko Haram – de que não deixaria o processo eleitoral ocorrer com normalidade – começaram a se concretizar, principalmente no nordeste do país, área de atuação do grupo. Em um vídeo, Abubakar Shekau disse que o processo eleitoral “não está de acordo com o islã”.
Decapitação em massa
Nos vilarejos de Birin Bolawa e Birin Fulani, no estado de Gombe, dois eleitores foram assassinados quando um grupo armado abriu fogo contra a fila da seção eleitoral. Eles teriam gritado “nós não dissemos para vocês ficarem longe das eleições?”.
O mesmo ocorreu na localidade de Dukku, no mesmo Estado, onde três pessoas foram mortas. Em seguida, o grupo de homens armados se dirigiu ao oeste da cidade, onde matou Umar Aminu, representante do parlamento da província, em frente a sua casa. A jornada mortal terminou com outra parada no vilarejo de Tile, onde executaram o líder local.
A barbárie do dia eleitoral nigeriano começou na noite de sexta-feira, na localidade de Buratai, a 200km de Maiduguri, capital da região de Borno. Segundo o deputado local Mohammed Adamu, um grupo armado decapitou 23 pessoas e incendiou a metade das casas do vilarejo. Uma enfermeira do hospital de Biu, que atendeu a 32 feridos, disse que os sobreviventes confirmam o relato do deputado. Apesar de seguir o modelo de atentados do Boko Haram, ainda não está claro se os assassinatos estão ligados à eleição.
O partido do presidente Goodluck Jonathan está no poder no país desde 1999, quando o poder voltou aos civis, mas há chances de que sua supremacia seja ameaçada nestas eleições. A oposição está mais forte do que nunca, principalmente pela incapacidade de Jonathan de conter a atuação do grupo Boko Haram.
Fonte: RFI
Informação: Telenotícias Mundial
Ao longo do dia, as ameaças feitas pelo líder do grupo terrorista islâmico Boko Haram – de que não deixaria o processo eleitoral ocorrer com normalidade – começaram a se concretizar, principalmente no nordeste do país, área de atuação do grupo. Em um vídeo, Abubakar Shekau disse que o processo eleitoral “não está de acordo com o islã”.
Decapitação em massa
Nos vilarejos de Birin Bolawa e Birin Fulani, no estado de Gombe, dois eleitores foram assassinados quando um grupo armado abriu fogo contra a fila da seção eleitoral. Eles teriam gritado “nós não dissemos para vocês ficarem longe das eleições?”.
O mesmo ocorreu na localidade de Dukku, no mesmo Estado, onde três pessoas foram mortas. Em seguida, o grupo de homens armados se dirigiu ao oeste da cidade, onde matou Umar Aminu, representante do parlamento da província, em frente a sua casa. A jornada mortal terminou com outra parada no vilarejo de Tile, onde executaram o líder local.
A barbárie do dia eleitoral nigeriano começou na noite de sexta-feira, na localidade de Buratai, a 200km de Maiduguri, capital da região de Borno. Segundo o deputado local Mohammed Adamu, um grupo armado decapitou 23 pessoas e incendiou a metade das casas do vilarejo. Uma enfermeira do hospital de Biu, que atendeu a 32 feridos, disse que os sobreviventes confirmam o relato do deputado. Apesar de seguir o modelo de atentados do Boko Haram, ainda não está claro se os assassinatos estão ligados à eleição.
O partido do presidente Goodluck Jonathan está no poder no país desde 1999, quando o poder voltou aos civis, mas há chances de que sua supremacia seja ameaçada nestas eleições. A oposição está mais forte do que nunca, principalmente pela incapacidade de Jonathan de conter a atuação do grupo Boko Haram.
Fonte: RFI
Informação: Telenotícias Mundial